Trilha Sonora

Em um flme que retrata o universo em torno de um gênero musical, a trilha sonora é elemento-chave. Em "Paraísos Artificiais", ela traz um apanhado de composições e artistas que se destacaram na música eletrônica nos últimos anos, além de ajudar a contextualizar diferentes situações e épocas em que os personagens se encontram. O cuidado incluiu a contratação de um consultor especializado - Franklin Costa - que ajudou a determinar que subgêneros costumam ser ouvidos em cada tipo de ambiente. "No festival, por exemplo, a Érika toca techno e por isso está na pista alternativa. No palco principal, o estilo que predomina normalmente e o psytrance. Techno e house são mais comuns em clubs, como podemos ver nas cenas em que os personagens estão nesses lugares", explica Costa.

Entre os DJs com músicas selecionadas para a trilha, estão o canadense Deadmou5 - um dos maiores nomes da música eletrônica da atualidade, é autor do tema de abertura do longa -, bem como Renato Cohen - um dos melhores produtores de techno do Brasil - e Gui Boratto - produtor brasileiro de maior projeção no cenário eletrônico mundial, assina a música "Paraísos Artificiais", composta especialmente para o filme.

Nem tudo, porém, é música eletrônica na trilha de "Paraísos", que resvala também no rock ao lançar mão de Ash-Ra Tempel - banda alemão dos anos 70, precursora do cosmic rock. É dela a canção "Daydream", que embala uma das cenas mais marcantes do filme: o transe de Érika e Lara após consumir peiote - planta alucinógena. Completam a trilha composições de Rodrigo Coelho.

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